O de sempre

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Sábado, Fevereiro 11, 2006

 
Seu regador verde de plástico, pra regar flores chinesas de plástico, plantadas em terra de plástico comprada de um homem de borracha, numa cidade cheia de planos de borracha criados para escondê-la de si mesma. Isso a esgota. Vivia com um homem quebrado, um homem em frangalhos, feito em poliestireno, que só esfarelava e queimava. Ele operava garotas nos anos 80, mas a gravidade sempre vencia. Isso era foda. Ela parecia verdadeira, tinha gosto de coisa verdadeira -- meu amor de plástico. Podia explodir pelo teto, se eu saísse correndo. Isso acaba comigo. Se eu pudesse ser quem você queria que eu fosse. O tempo todo.
posted by chapeiro 11:21 PM


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